segunda-feira, 25 de março de 2019

Empoderamento

Trata-se de uma palavra oriunda de um estrangeirismo. Como não possui etimologia própria, é considerada um neologismo. Esse termo foi usado pela primeira vez por Paulo Freire, que se referia à capacidade de ação social coletiva de participar de debates que visam a conscientizar o indivíduo de seus direitos sociais e civis, além de provocar mudanças em si mesmo para alcançar sua própria evolução.

“Empoderar-se”, significaria, pois, a emancipação individual, atribuir poder a si para gerar as mudanças necessárias ao seu aprimoramento, gerando efeitos sociais, na medida em que desenvolve uma consciência coletiva para superar a dependência social e a dominação política.
Sob uma visão espiritualística, “empoderar-se” seria a “força de vontade” para realizar a chamada “reforma íntima”, onde, a partir do autoconhecimento e da autocrítica, qualquer ser humano seria capaz de reconhecer suas qualidades e fragilidades, reforçando aquelas e sanando estas.

Analisando sob o viés social, “empoderamento” seria a força que o indivíduo tem de não sucumbir às pressões sociais nem às vontades alheias à sua. Também possui como pressuposto o autoconhecimento e a autocrítica para se reconhecer enquanto indivíduo sujeito de diretos e deveres e pautar sua vida de acordo com seu inalienável direito à felicidade, sem ter que preencher “check-lists” de uma rotina de vida esperada por uma parte da sociedade, como: formar-se, tornar-se empregado, namorar, casar, ter filhos, ter um segundo filho, etc.

Por fim, nos próximos textos que produzirmos nesse canal, esperamos deixar claro que o termo “empoderamento” aqui utilizado não se refere àquele usado no “feminismo radical”, mas, sim, à possibilidade de cada um ou uma viver à sua maneira, com poder suficiente de assumir suas opiniões, crenças, estilo de vida e, obviamente, de se sujeitar às consequências dessa escolhas.

Empodere-se: Desperte a verdadeira mulher que talvez esteja adormecida em você!


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